• Home
  • Posts RSS
  • Comments RSS
  • Edit
Blue Orange Green Pink Purple

O Caminho Pisado

Um Blog sobre tudo. Tudo o que passar pela cabeça de um jovem jornalista. Um espaço para discutir dilemas, problemas e, quem sabe, soluções. Passeando por um caminho pisado, já traçado, mas tentando não fazer, de novo, igual.

A Segunda Chance

Como Mano Menezes transformou um grupo fraco em um time - quase - imbatível.


O Corinthians não tem um grande elenco. Mas tem os jogadores que Mano precisava. O treinador do alvi-negro é o principal responsável pelos triunfos do time e ganha destaque pela segurança e constância, tanto em suas palavras como nas atuações de seus comandados. Ele teve o mérito de transformar jogadores encostados e sem moral em peças fundamentais de um esquema tático diferenciado, dinâmico e - concordem ou não - agressivo.

Mano Menezes pegou uma nação desacreditada e tinha a responbilidade de reerguê-la. Criterioso e analítico, conseguiu montar um time competitivo e coerente para disputar a Série B do Brasileirão 2008. Com planejamento e inteligência faturou a Segundona e quase levou a Copa do Brasil daquele ano (perdeu para o Sport na final).
Em segundo plano, Mano, ia montando o time para a sonhada volta à série A. Dando consistência defensiva e procurando forma para, até então, um oscilante e deficiente ataque.
Veio 2009 e com ele Cristian, Elias, Jorge Henrique, opções para a reserva e, claro, o Fenômeno, Ronaldo!
Com a base da Segunda Divisão, o Corinthians, ressurgia com a desconfiança da elite do futebol. Um time da Série B, com jogadores que nunca despontaram na Série A.

Confira algumas passagens - nada convincentes - das peças que Mano Menezes usou para forjar seu time:

Felipe
- Jovem goleiro dispensado do Vitória com passagem frustrante pela Portuguesa-SP. Após dois anos esquecido no Bragantino foi para o Corinthians. Caiu com o time em 2007, mascarou na renovação no princípio de 2008 e ainda foi considerado o responsável pela derrota para o Sport na final da Copa do Brasil de 2008.
Alessandro - Apareceu bem no Palmeiras e caiu de produção. Péssimas passagens por Flamengo, Grêmio e Santos.
Chicão - Esquecido no Figueirense, com campeonatos medianos.
Willian - Só foi titular do Grêmio aos 30 anos na Série B - com o próprio Mano. André Santos - Passagem desastrosa pelo Flamengo e estava encostado no Figueirense.
Cristian
- Dispensado do Flamengo (não preciso comentar mais nada, não?)
Elias
- Há dois anos jogava na várzea, quase desistiu du futebol até ir para a Ponte Preta, onde se destacou.
Dentinho - Caiu com o time em 2007 e achava que voltaria às divisões de base. Douglas - Sem chances no SAnto André. Passagem interessante pelo São Caetano.
Jorge Henrique - Péssimo no Náutico, dispensado no Santo André. Jogou pouco no Botafogo e tinha fama de chinelinho.
Ronaldo - Gordo - muito gordo - com repetidas lesões nos joelhos e musculares. Dado, novamente, como acabado para o futebol. Até os corintianos - muitos deles - achavam que se tratava de uma jogada - magistral - de marketing.

Históricos contestáveis. Para Mano a chance de usar isso a seu favor. Ele usou a mística corintiana para empolgar e dar vida aos seus jogadores e ao time. Usou o peso de uma nação destruída para calcificar uma dupla de zaga séria, combativa e ciente de suas deficiências.
Aliou laterais técnicos como Alessandro e André Santos ao seu sistema defensivo com uma aplicação tática admirável, fechando o miolo com o aguerrido Cristian. Elias, o grande trunfo desse time, foi quase uma invenção de Mano, pois trata-se de um jogador ofensivo sendo escalado como segundo volante. Essa facilidade ofensiva de Elias, aliada à aplicação tática do jogador, fez com que ele se tornasse fundamental para ajudar na marcação e ter uma saída de bola rápida, precisa e de qualidade.
Douglas é o 10, lento, calmo e de passe refinado. Assim como todos os seus companheiros dedica-se às ordens táticas de Mano, fazendo o time ainda mais compacto enquanto pensa o jogo.
Dentinho é um terceiro atacante que busca o jogo no meio-campo e cai muito bem pelas pontas. Faz dupla com Alessandro, seja no ataque ou na defesa. Joge Henrique talvez seja a grande surpresa desse time. Um jogador combativo, de raça, que marca incansávelmente e teve estrela. Sabe que não possui uma técnica refina, mas se dedica demais ao jogo. Ronaldo é a cereja do bolo. E, para a sorte da Fiel, ele foi contratado, caso contrário e responsabilidade de gols seria de Souza.

Além de montar um esquema compacto defensivamente e aberto ao atacar, Mano fez alo mais importante:
deu uma nova chance a cada um dos jogadores. O Corinthians mesmo buscava uma segunda chance na elite do futebol brasileiro, estava ridicularizado e cheio de incertezas. Mano conseguiu convencer seus jogadores que essa era a chance de mostrar quem eles eram, quem o Corinthians realmente era.
Read More 1 Comment | Postado por Rodrigo Paes edit post

Um Clichê por favor...


O Brasil é um país engraçado - pois bem, já começo com um clichê - um país contrastante, vibrante e único, inclusive nos problemas - MENTIRA, bom, a comicidade tupiniquim é verdadeira.
Não vamos cometer o abuso de abusar das redundâncias que estamos acostumados a ouvir, ou ler, relatando e dissecando a promiscuidade de nossos políticos, que todos afirmam ser o fruto podre da grande cesta verde e amarela (calma que pra mim o azul e branco também existem).


A guerra civil que o Rio de Janeiro vive é tão real quanto os conflitos - eternos - na Faixa de Gaza, ou as milícias na Somália. Mulheres que transportam celulares para dentro de presídios são as mesmas mulas que alimentam os vícios norte-americanos. Mudam as cores, ficam os clchês. Usuais como as comparações. Atos que já, quase, ganham tons de
demodè - mas cuidado, tem demodè virando vintage. O Brasil é um país engraçado, mas os EUA e os chatos dos ingleses também são. É o Homem o engraçado da história, complexo e contraditório. É bom. É mau, um ultraje, ou à rigor. Nossos políticos são um problema, os deles também são. Ok, os nossos são mais desgraçados. Neste momento do texto eu deveria citar alguém, um filósofo, escritor, contrabandista... qualquer um - faz parte do clichê jornalístico. Mas revolucionarei, não vou citar ninguém. Todo revolucionário é clichezento. Uma coisa: devemos entender, e você já sabe o que vou dizer, que somos TODOS iguais em essência.

Nunca antes da história desse país - obrigado Sr. 4dedos - o país esteve tão à luz. Mas continuamos com fama de festeiros e alegres, mas...nosso cartão de visitas continua um clichê? Tá...mas o que há de errado nisso? É... chegamos ao ponto que você temia, vamos falar do maior dos clichês: a felicidade.
Nossas cores salvam repórteres, basta dizer que é brasileiro que alguns sorrisos se abrem. O amarelo da seleção canarinho leva esperança à África, arte à Europa. O jeito brasileiro deveria virar produto "tipo exportação". O mundo vê felicidade em nosso amarelo - agradeçam ao Barbosa, goleiro da Copa de 50. Não é preciso viver com touaregs no deserto ou passr frio no Canadá para descobrir que todos querem as mesmas coisas.Prover seu sustento, boa escola para os filhos, um lar digno, boa comida. Os povos buscam as mesmas coisas, cada um com seu jeito. O dfícil é respeitar as diferenças, que nem sempre são tão grandes assim, são gostas perto do oceano de igualdades. É tudo meio utópico mesmo. Mas como fugir da utopia em um texto de clichês? Até odiar os clichês já virou um deles. O cult está trash e o trash é algo muito melhor do que esse texto.
E o texto ruim é de propósito, textos fracos são clichês. =D
Somos todos homens comuns atrás do dinheiro, atrás do amor.
Read More 1 Comment | Postado por Rodrigo Paes edit post

O Rappa celebra brasilidade

Banda carioca aposta na junção de ritmos e idéias em show empolgante

Logo na entrada do HSBC Brasil - casa de shows de São Paulo onde acompanhei a apresentação d'O Rappa no sábado, 28 de março - escutei alguns questionamentos sobre o mais recente trabalho da banda carioca. Perguntas como: "Você conhece esse novo cd?" ou "Esse show, qual é? Ouvi dizer que tem cd novo, né?" permeavam a fila da casa. Dúvidas que evidenciavam a fraca divulgação e a, nem tão grande, aceitação do público em relação ao novo álbum "7 vezes", lançado no segundo semestre de 2008.
Já no hall de entrada topo com a lojinha onde todos se extasiavam com uma camiseta d'O Rappa: um aperto de mãos entre uma mão negra e outra branca, embaixo lia-se "Cor da pele? Foda-se"...
o HSBC Brasil é uma casa de tamanho médio para pequeno, mas com um sistema de som poderoso e algumas soluções interessantes de acomodação - na parte de trás existem baias com degraus que dão um pouco mais de conforto para a platéia que não é "da grade" nem "do meião".
Aos poucos a casa vai se enchendo e logo os ânimos se agitam, surgem os primeiros gritos de "O Rappa". A atmosfera é de muita expectativa e unidade. O clima criado pela platéia beira a euforia e explode quando as luzes se apagam. Começa, nos telões da casa, um pequeno making-of da atual turnê, o Rappa chegou.
Para quem foi armado de precauções e receios o guitarrista Xandão responde puxando a introdução alucinante de Ilê Ayê - do álbum O Rappa Mundi(1996). Uma escolha perfeita para iniciar o show da turnê também denominada "7 vezes". A música ganha todos os presentes, inclusive os fãs mais antigos e exigentes.
A segunda foi "Meu Mundo é o Barro", atual música de trabalho, que manteve os ânimos e puxou a galera para cantar. Aliás, as canções do novo álbum funcionam muito melhor ali no palco, ao vivo. No cd as músicas caminham com menos entusiasmo.
Vale destacar a atuação do DJ Negralha que, por muitas vezes, insere vinhetas entre as músicas, lembrando ídolos do Rappa como Bob Marley e Bezerra da Silva. Bezerra que dá a letra para Marcelo Falcão saudar Zeca Pagodinho com "se eu quiser fumar eu fumo, se eu quiser beber eu bebo..." em uma interessante capela entoada junto aos fãs.
Falando em Falcão, é notória e impressionante a presença de palco ostentada pelo vocalista, que emprega seu estilo, masasgeia o ego paulista com um "salve, salve São Paulo, o pulmão do Brasil" - talvez ele guarde o coração para Rio - e canta com extrema facilidade e absoluta competência.
Falcão é a cara d'O Rappa. Escancara a alma da banda cantando sucessos como "O Salto", "A Minha Alma", "Hey Joe", "Lado B lado A", "Me Deixa" e supera as espectativas com as novas "7x", "Óstia", "Meu Santo tá cansado" e "Monstro Invisível". Todos as músicas na boca e na alma dos presentes, até aqueles que não conhecem as novas composições se rendem ao embalo.
Tecnicamente os músicos cariocas continuam muito bem. O baixista Lauro Farias desenha as marcações com redundante competência e é o principal responsável por segurar o ritmo e fluidez das músicas. Sem ele os experimentalismos que permeiam os outros instrumentos não seriam possíveis. A cozinha ganhou novas receitas com a integração de Cleber Sena na bateria - desde o Acústico MTV de 2005 - já que Marcelo Lobato não deu conta após a saída de Marcelo Yuka. Lobato, que parece não ter achado seu lugar na banda, voltou as teclados e agora utiliza de sons mais experimentais para continuar com lugar cativo. O já citado Dj Negralha ganha notoriedade nos arranjos.
Outro que se aventurou pela difícil linha experimental foi o guitarrista Alexandre Menezes, o Xandão, mas que neste show foi mais básico e cru, dando uma linha interessante nas guitarras. Apesar de muito criativo, o frontman da guitarra, não figura entre os melhores dos Brasil.
A "Farpa Cortante" d'O Rappa seguiu destilando verdades e desafios que os brasileiros de todos os Brasis que conhecemos enfrentam diariamente. As letras tecem sabedorias populares e aspirações verdadeiras que carregam multidões em seus signos de fé, coragem e percalços. Poucas bandas fazem protestos com propriedade, coesão e sensibilidade. Talvez a melhor delas seja O Rappa.
"Súplica Cearense", de Luiz Gonzaga, dá um tom ainda maior de brasilidade, uma bonita homenagem ao "Rei dos reis", como disse Falcão antes de cantar os versos nordestinos.
O som extremamente redondo da banda foi uma vez ou outra prejudicada por microfonias e, durante todo o show, o baixista Lauro sofreu com um insistente "tec tec" - constatado apenas pelos ouvidos mais calibrados e acostumados com ruídos de uma banda - ao tocar seu instrumento. Entretando, não houve nada que atrapalhasse consideravelmente a grande celebração.
Destaque para a cenografia de Zé Carratu. O projeto levou em consideração a grande quantidade de shows que a banda costuma fazer e foi desenvolvido em tecido com bordados e aplicações, fácil de desmontar e levar para qualquer lugar. O diferencial fica por conta das bonitas projeções que remetem à música, como em "O Rodo Cotidiano" onde o palco se transformou em uma estação de trem, ou ao álbum, caso de "Homem Amarelo". As luzes também merecem elogios, muito bem sincronizadas com as músicas e atitudes dos artistas sobre o palco.
A apresentação da banda foi feita durante a execução de "Pescador de Ilusões", que tocou muito, até de forma estafante, por todo o Brasil. Menção aos inusitados gritos de "Vai Ronaldo" enquanto Falcão cantava "se meus joelhos não doessem mais..."

O Rappa "7X" é um grande show. Composições novas que funcionam, sucessos que agitam e idéias que perturbam e fazem pensar. Uma banda que roda melhor nos palcos do que em estúdio, algo que deve sempre acontecer. Do contrário, há algo muito errado.
O Rappa tenta - e consegue - reunir brasilidade a um mar de idéias, sons e atitudes. Evidenciam que somos todos iguais. Todos brasileiros.

(muito boas as balinhas que a Samsung distribuiu na entrada e as camisetas cor de pele? foda-se acabaram)

Artista: O Rappa
Show: 7x
Cotação: * * * * 1/2
28/03/2009

www.orappa.com.br


Read More 2 comentários | Postado por Rodrigo Paes edit post

EU VOLTEI - mas não sou o fenômeno



Embalado pela volta do Fenômeno aos gramados - brasileiros, o que é melhor ainda - anuncio que O Caminho Pisado VOLTOU. Tá, grande coisa.....enfim!
O Ronaldo voltou depois da quadragéssima contusão. Me inspirei nele e resolvi tomar vergonha na cara e tirar este blog do ostracismo viciante, modorrento e qualquer outra coisa chata que remeta ao esquecimento que você consiga pensar.
Tentarei postar sempre, vai ser difícil. Vou conseguir já que sou brasileiro e não desisto - quase - nunca.
Também postarei no blog da minha banda, tem um link alí do lado ó>>>>>

Deixa eu ir porque o sono persiste e o Sol já não tarda.

PS: Reparem que o gorduxo NÃO está com a camisa do time de Parque São Jorge.
Read More 1 Comment | Postado por Rodrigo Paes edit post

CSS - Continuaremos Sem Saúde...

... mas o governo não.
Em meio ao recorde de arrecadação obtido nos últimos meses, a Câmara dos Deputados, aprovou com 259 votos a favor, 159 contra e 2 abstenções, a criação da CSS - Contribuição Social para a Saúde.
Foi uma votação apertada já que eram necessários 257 votos para a aprovação. A pequena vatagem assustou os governistas, eles esperavam uma vitória mais contundente para justificar o motivo de terem aberto o cofre de emendas parlamentares, manobra que certamente influenciou o voto de muitos deputados.
A CSS, teoricamente, é uma contribuição destinada à saúde, assim como a antiga CPMF, que prevê um tributo de 0,01% sobre todas as movimentações financeiras (estariam isentos aposentados, pensionistas e o trabalhor formal com renda inferior a R$ 3.038,99). Segundo contas feitas pelos parlamentares da base governista, ela proporcionaria uma arrecadação de R$ 11,8 bilhões em 2009, R$ 12,9 bilhões em 2010 e R$ 14,2 bilhões em 2011.
Para o presidente do Conselho Deliberativo do Hospital das Clínicas, Dr. Marcos Boulos, "dinheiro é sempre bem-vindo, mas a solução para uma saúde melhor é que esse dinheiro realmente chegue para a área." Bom, coisas do Brasil... (o HC precisa, segundo o Dr. Boulos, de 1bilhão de reais por ano, mas apenas cerca de 500 mil reais chegam via orçamentária).
O novo, velho, imposto ainda precisa ser aprovado pelo Senado, o que será mais complicado. Até os governistas admitem isso, já que a Casa vetou a volta da CPMF no fim do ano passado.
Alguns dizem que a CPMF só caiu mediante um acordo entre governo e oposição: cai agora, volta depois. De qualquer forma os deputados ainda não a troxeram novamente à vida, mas evocaram o fantasma, que agora assombra os corredores do senado e as nossas contas bancárias.
Além do questionamento sobre a necessidade de um novo imposto, tendo em vista o superavit recorde obtido, fica a dúvida, freqüente e infeliz, do real destino da arrecadação. Se alguém me provar que a pasta da Saúde será MESMO a beneficiária eu pago, com gosto. Quero ver provar...

Creio que a CPMF, digo, CSS, volta, digo, vem, mas não agora.
Enquanto esperamos os novos capítulos proponho um exercício de cidadania: Confira como seu deputado votou clicando AQUI. Se você não concordar com ele mande um e-mail cobrando explicações, ele está lá para isso.
-----------------------------------------------------------------------------
Ouvindo: Sem saúde - Gabriel, O Pensador & Zélia Duncan (a letra é grande, mas vale a pena)
Read More 3 comentários | Postado por Rodrigo Paes edit post

As Células-Tronco


No dia 29 de maio o Supremo Tribunal Federal liberou as pesquisas científicas com células-tronco embrionárias sem nenhuma restrição, conforme previsto na lei de Biossegurança, aprovada em 2005.
A lei prevê que os embriões usados nas pesquisas sejam inviáveis ou estejam congelados há três anos ou mais e veta a comercialização do material biológico. Também exige a autorização do casal.
A grande discussão em relação ao tema envolve a concepção do que já é ou não vida. Há quem defenda que a lei fere a proteção constitucional do direito à vida e a dignidade da pessoa humana, afirmando que a vida humana começa na fecundação (as células-tronco são derivadas dá massa de células do embrião de 4 a 5 dias após a fecundação). Um dos principais argumentos dos opositores às pesquisas é que não há comprovação científica do resultado das pesquisas.
O outro lado da discussão afirma que os embriões congelados há mais de três anos são inviáveis para a vida e que os possíveis benefícios são revolucionários.

O que podem fazer

Teoricamente as células-tronco podem se transformar em qualquer tipo de tecido do corpo humano, isso beneficiaria todos que possuem doenças degenerativas ou que sofreram traumas irreverssíveis.
As pesquisas não precisam necessariamente serem feitas com células embrionárias, também são alvo as células-tronco adultas, porém, são menos "maleáveis" do que as embrinonárias, tendo sua potencialização diminuta se comparada com o tipo de células em discussão.

Em nota a CNBB lamentou a decisão do STF em liberar as pesquisas, segundo os Bispos do Brasil "não se trata de uma questão religiosa, mas de promoção e defesa da vida humana, desde a fecundação, em qualquer circunstância em que esta se encontra."
Em contra-partida a corrente que luta pelo avanço das pesquisas comemorou muito a decisão, enaltecendo a decisão do STF e brindando à possibilidade de uma nova esperança.

---------------------------
Eu sou favorável às pesquisas. Minha opinião se assemelha com a do Ministro do Supremo Marco Aurélio Mello, “Desculpem-me a expressão, mas o destino de todos esses embriões seria o lixo sanitário. Dá-se-lhes, portanto, uma destinação nobre. Não vejo qualquer ofensa à dignidade humana o uso de pré-embriões inviáveis ou congelados, que não teriam como destino senão um lamentável descarte.”

E você, qual sua opinião?

Visite:
Na Luta - Informativo apoiado por Herbert Vianna em defesa dos portadores de deficiência no Brasil.
O tema me lembra um dos clássicos do Grunge: Pearl Jam- Do the evolution
http://br.youtube.com/watch?v=FoNmNmXExZ8
Read More 2 comentários | Postado por Rodrigo Paes edit post

A Parada do Orgulho GLBT

Ano passado estive envolvido em um projeto universitário que pregava a tolerância entre gays e heteros na Praça Roosevelt, centro de São Paulo. Não se tratava de um engajamento ou uma empreitada para que a homofobia da região fosse extinta. O objetivo não era conseguir simpatizantes da causa, apenas, como disse, pregar a tolerância, já que muitos gays haviam sido agredidos em uma praça que, historicamente, é freqüentada por homossexuais.
Apesar do projeto não sou gay ou ativista da causa, respeito e acho extremamente válida as ações anti-preconceito, mas algumas manifestações exacerbam certos limites, como, por exemplo, a parada gay.
A maior parada do orgulho GLBT do mundo é a de São Paulo, ótimo que tenham orgulho, que lutem por suas convicções, é direito constitucional poder se manifestar, mas não é isso o que, atualmente, acontece no desfile pelas ruas de São Paulo. São poucos os verdadeiros partidários que lutam por mais dignidade, aceitação, respeito, oficialização civil, etc. Talvez estes partidários sejam aqueles setenta e poucos que inauguraram a parada gay anos atrás. De manifestação há muito pouco.
A parada surgiu como um forma de mostrar ao mundo que os homossexuais são seres humanos merecedores de respeito, que se divertem e sentem dor como qualquer outro habitante do planeta, conseguiram. Mas, é isso o que estão mostrando nos últimos anos? Além da grande festa há, também, um grande desrespeito à cidade, aos moradores da região e ao restante da população paulistana, como relata aqui minha amiga e também jornalista Júlia Gouveia: http://pequenabobagem.blogspot.com/2008/05/o-lado-b-da-parada-gay-em-sp.html
Ela reside em um travessa da rua da Consolação e vê todos os anos, como ela mesma relata, sua rua ser "transformada em banheiro, motel, hospital, lanchonete e boate gay. Tudo ao mesmo tempo."(vale a pena conferir o texto na íntegra)
Os direitos GLBTs têm sido debatidos exaustivamente, assim como tudo o que envolve o tema, tudo muito recorrente e batido. Há de se divulgar as verdadeiras batalhas judiciais travadas pela "classe", os crimes e impunidades, além de mostrar quem pensa e age de forma digna e produtiva em favor dos seus valores, o que, infelizmente, pouco acontece.
O "movimento" GLBT queria mostrar-se para o mundo, conseguiu, mas agora deve tomar cuidado com o que mostra, pois a parada gay vem se destacando apenas como uma festa desprovida de pudores. Muito do que foi idealizado está esquecido. Vejo quem realmente pensa em favor da liberdade gay tendo suas vozes abafadas pelos trios elétricos na Paulista.
Read More 3 comentários | Postado por Rodrigo Paes edit post

O Caminho Pisado - Os Paralamas do Sucesso

Bem-vindo ao primeiro post de O Caminho Pisado. Um blog que discutirá atualidades culturais, políticas, econômicas, esportivas e muito mais - já que o jornalista é um especialista em tudo.
Em relação ao nome do Blog devo explicar que trata-se de uma referência clara, quase obscena, à composição "O Caminho Pisado" de Herbert Vianna, canção gravada pelos Paralamas do Sucesso no álbum "Nove Luas" de 1994, em que a rotina de um bom número de brasileiros é retratada, onde tudo se torna mecânico e igual, onde vemos sem enxergar e apenas agimos conforme o script diário. A música também não deixa de ser um protesto em relação a entorpecentes e crimes, de várias espécies, "oferecendo a garantia barata de que tudo vai mudar..."

Visitaremos e revisitaremos os tantos caminhos pisados que nos cercam e que vivemos, digerindo os traçados e tentando fugir do igual, fazer que com o fim dos dias úteis não venham mais dias inúteis.
Tentemos fugir da trilha e descobrir novos lugares.

- Ouça a música pelo jukebox do blog e confira a letra:



"Da cama p'ro banho, do banho p'ra sala
O sono persiste, o sol já não tarda
A vida insiste em servir, um velho ritual que sempre serve a tantos outros
O mesmo pão comido aos poucos
Se senta e abre o jornal, tudo parace normal
Um dia a menos, um crime a mais
No fundo, no fundo, no fundo, tanto faz
Já é hora de vestir o velho paletó surrado e caminhar sobre o caminho pisado
que conduz rumo à batalha que inicia a cada dia conseguir um lugar p'ra sentar e sonhar no lotação.. É tudo igual, igual, igual, igual, igual ....

No fim dos dias úteis há os dias inúteis
que não bastam p'ra lembrar ou p'ra esquecer de quem se é
O ar pesado, nesse bairro pesado, em plena barra pesada, a mão pesada vem oferecer
E conta os trocados, contando vantagem
E toma uma bola , começa a viagem

E enquanto não chegar a velha hora
Que inicia cada dia, em várias partes da cidade
Por lazer ou rebeldia,
A mão pesada se abrirá
Oferecendo a garantia barata de que tudo vai mudar
É tudo igual, igual, igual, igual, igual ...."
(Herbert Vianna)


Read More 2 comentários | Postado por Rodrigo Paes edit post

O Caminho Pisado

  • Rodrigo Paes
  • Minha foto
    Rodrigo Paes
    Jornalista por profissão, músico por inspiração, mas, acima de tudo, um aprendiz por vocação.
    Ver meu perfil completo

    Tô Ouvindo...

    • 1- Chão - Skank
    • 2- New York City - Norah Jones
    • 3- O Tempo se Foi - Detonautas
    • 4- Vou Festejar - Fundo de Quintal
    • 5- Paixão e Solidão - Giganthi

    Pise Aqui

    • Banda Giganthi
    • Blog do Piadista
    • Judão
    • Lost in Lost
    • Tico Santa Cruz
    • Tons de Pêssego

    Add me

    Twitter

    Twitter
    Follow me

    Arquivo do blog

    • ▼  2009 (4)
      • ▼  julho (1)
        • A Segunda Chance
      • ►  abril (1)
      • ►  março (2)
    • ►  2008 (4)
      • ►  junho (2)
      • ►  maio (2)
    Powered By Blogger
  • Search






    • Home
    • Posts RSS
    • Comments RSS
    • Edit

    © Copyright O Caminho Pisado. All rights reserved.
    Designed by FTL Wordpress Themes | Bloggerized by FalconHive.com
    brought to you by Smashing Magazine

    Back to Top